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Cardápio para WhatsApp e QR code: como fazer e a lei

Como fazer cardápio para WhatsApp e QR code que não fica velho: link em vez de PDF, onde pôr o QR, como imprimir e as leis que exigem cardápio impresso.

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Mesa de boteco com um display de QR code, um cardápio impresso ao lado e um copo de chope

Para fazer um cardápio para WhatsApp que não fique velho, não mande o cardápio, mande o link dele. Monte o cardápio uma vez numa página na internet, com pratos e preços, e use esse mesmo endereço em tudo: no perfil do WhatsApp Business, nas respostas rápidas, no Instagram, no Google e no QR code das mesas. Quando o preço muda, você muda num lugar só, e todo mundo vê o certo.

A foto ou o PDF do cardápio mandados no chat funcionam no primeiro dia e envelhecem no segundo: cada aumento de preço vira um arquivo novo, e o cliente continua com o antigo salvo no celular. O mesmo vale para o QR code que abre um PDF.

E tem a parte que muita gente descobre na fiscalização: no estado do Rio de Janeiro e em Santa Catarina, por exemplo, a lei proíbe o cardápio só digital, e o restaurante precisa ter o impresso à disposição. Abaixo estão o passo a passo, onde colocar o QR code, como imprimir para durar e o que diz cada lei. Sobre a lei, este texto é informação geral, não orientação jurídica.

Três jeitos de mandar o cardápio pelo WhatsApp

JeitoComo funcionaBom paraO problema
Foto ou PDF no chatvocê manda a imagem do cardápio para cada clientecomeçar hoje, sem nadapreço velho no celular do cliente; arquivo pesado; ninguém acha na conversa depois
Catálogo do WhatsApp Businesscada prato vira um produto no perfil comercialpoucos itens, venda pelo chatmais um lugar para manter preço; não serve para o QR da mesa
Link para um cardápio na webuma página com o cardápio; você manda o linktodo o restoprecisa de uma ferramenta que atualize a página

O terceiro jeito é o único que resolve WhatsApp, mesa, Instagram e Google ao mesmo tempo, porque todos apontam para o mesmo endereço.

  • Perfil comercial. O perfil do WhatsApp Business tem campo de site, além de endereço, horário e catálogo. Coloque o link do cardápio ali: quem abre o seu perfil já vê.
  • Respostas rápidas. Crie uma resposta curta, por exemplo /cardapio, com uma frase e o link. Quando alguém perguntar “tem cardápio?”, são dois toques.
  • Mensagem de saudação. Se a maioria das conversas começa com a mesma pergunta, ponha o link já na primeira resposta automática.

Passo a passo: um cardápio que você atualiza num lugar só

  1. Organize o cardápio em categorias na ordem em que o cliente pede: entradas, pratos, lanches, bebidas, sobremesas. Poucas categorias, nomes claros. Para decidir o que fica em destaque, use a engenharia de cardápio.
  2. Escreva cada item com nome, descrição curta e preço. A descrição diz o que vem no prato (“arroz, feijão, farofa e vinagrete”), não adjetivos.
  3. Ponha os adicionais com preço (bacon extra, borda recheada). É a pergunta que mais trava o pedido no WhatsApp, e adicional bem mostrado sobe o ticket médio.
  4. Fotos só onde ajudam. Pratos de destaque e os que o cliente não conhece. Foto escura espanta mais do que nenhuma foto.
  5. Publique numa página com endereço fixo e escolha esse endereço com calma: ele vai parar impresso nas mesas, e trocar depois significa reimprimir todos os QR codes.
  6. Teste no celular, com dados móveis e não só no Wi-Fi da casa. Se demora para abrir, o cliente desiste.
  7. Gere o QR code a partir desse endereço, não de um arquivo.
  8. Espalhe o mesmo link: perfil e respostas rápidas do WhatsApp, bio do Instagram, Perfil da Empresa no Google.
  9. Marque o que acabou. Se a ferramenta deixa marcar um item como indisponível, use. Se não, tire o item do ar no dia.

Exemplo de uma lanchonete

Digamos que o X-salada passe de R$ 24,00 para R$ 26,00. Com PDF, você refaz o arquivo, manda de novo para quem pedir e torce para o cliente não ter guardado o antigo; o QR da mesa continua abrindo o PDF velho se o arquivo não for trocado no mesmo endereço. Com o link, você muda o preço uma vez, e o WhatsApp, o Instagram, o Google e as mesas mostram R$ 26,00 no mesmo minuto.

Por que o QR code com PDF envelhece mal

O QR code é só um endereço impresso em quadradinhos. O problema não é o QR, é o que ele abre.

  • PDF é uma foto do cardápio de um dia. Cada mudança de preço exige gerar, subir e trocar o arquivo. Na correria, ninguém faz, e o cliente vê preço velho, o que vira discussão no caixa.
  • PDF é pesado e ruim no celular. É feito para A4: o cliente precisa dar zoom e arrastar.
  • Gerador de QR grátis às vezes é armadilha. Alguns geram um QR que passa por um endereço da própria ferramenta e que para de funcionar quando o período grátis acaba. Os adesivos na mesa viram lixo.

Um QR que abre uma página do cardápio, no seu endereço, não tem nenhum desses problemas.

Onde colocar o QR code

Um único endereço do cardápio com QR code na porta, nas mesas, no balcão e na embalagem, e o mesmo link no WhatsApp Business, no Instagram e no Perfil da Empresa no Google, com o cardápio impresso ao lado
LugarFormatoDica
Porta ou vitrinecartaz A4na altura dos olhos, com luz; quem passa decide entrar pelo preço
Cada mesaadesivo no canto ou display de mesaonde o celular alcança sem levantar; não embaixo do guardanapo
Balcão e caixadisplay de mesa ou cartaz pequenopara quem pede em pé ou espera a viagem
Embalagem do deliveryadesivo na sacolao cardápio fica com o cliente para a próxima vez
Instagram, WhatsApp, Googleo link, sem QRo mesmo endereço; no Google, o Perfil da Empresa tem link de cardápio

Uma regra que evita metade dos problemas: escreva em texto, ao lado do QR, o que ele abre (“Cardápio com preços”) e, para quem não quiser usar o celular, “Peça o cardápio impresso”.

Como imprimir o QR code para durar

  • Tamanho. Pequeno demais, a câmera não lê; grande demais, ocupa a mesa. Imprima um teste, cole na mesa e tente ler com três celulares diferentes, inclusive um antigo, da distância de quem está sentado.
  • Contraste. Preto no branco, sem foto atrás e com margem branca em volta. QR colorido e “estiloso” falha mais.
  • Material. Mesa é passada no pano várias vezes por dia. Adesivo plastificado ou display de acrílico duram; papel comum com fita, não.
  • Reserva. Imprima uns a mais. Adesivo arranca, display cai.
  • Antes de imprimir 40 adesivos, confira de novo o endereço. É ele que fica gravado no QR.

O que diz a lei: cardápio impresso ao lado do QR code

Desde 2023, estados e cidades vêm aprovando leis contra o cardápio exclusivamente digital. A ideia é a mesma em quase todas: o QR pode continuar, mas o cliente tem de poder ler o cardápio sem celular. Situação em outubro de 2026:

OndeRegraSituação
Estado do Rio de JaneiroLei 10.032/2023 (PL 6.392/2022): proíbe cardápio só digital em bares, restaurantes, lanchonetes, hotéis, motéis e similares; o impresso fica disponível junto com o QR, com nome e preço legíveis, sem repassar o custo ao clienteem vigor
Santa CatarinaLei 19.688/2026: bares, restaurantes e lanchonetes que usam QR code têm de oferecer também o cardápio físicoem vigor
Estado de São PauloPL 1.311/2023, aprovado pela Alesp, foi vetado por inteiro pelo governador em janeiro de 2026o veto ainda estava na pauta da Alesp em setembro de 2026
FederalPL 1.245/2023: obriga cardápio impresso no atendimento presencial, com o digital como opção a mais; aprovado na CCJ da Câmara em agosto de 2026em tramitação; ainda não é lei
Municípiosvárias câmaras municipais aprovaram ou discutem leis própriasconsulte a câmara e o Procon da sua cidade

O projeto federal, no texto aprovado pela CCJ, também diz que o acesso ao cardápio não pode depender de o cliente se cadastrar ou deixar dados, e livra da regra os lugares só de autoatendimento com cardápio em tela. Se virar lei, vale para o país todo.

O que fazer, na prática

  • Tenha cardápios impressos em quantidade para o movimento, com nome e preço legíveis, mesmo que a sua cidade ainda não exija. É barato e evita a discussão.
  • Atualize o impresso junto com o link. Preço diferente entre o QR e o papel é o pior dos mundos.
  • Não peça cadastro para mostrar o cardápio. Se o QR abre um formulário antes do cardápio, o cliente desiste, e o projeto federal quer proibir isso.
  • Confira a regra local na câmara municipal e no Procon. As leis mudam rápido.

Grátis ou pago: o que olhar numa ferramenta

Ferramentas de cardápio com QR são muitas, quase todas com versão grátis. Antes de escolher:

  • De quem é o endereço? O QR aponta para um endereço seu ou para um da ferramenta, que pode mudar ou sumir?
  • O que acontece se você parar de pagar? O QR impresso continua funcionando?
  • Aparece propaganda de outras empresas no seu cardápio?
  • Você mesmo muda o preço, pelo celular, em um minuto?
  • Dá para marcar item esgotado sem apagar o prato?
  • O cliente pode pedir e pagar pelo QR, ou só ler? São produtos diferentes. Pedido pelo QR muda o serviço do salão, e nem todo restaurante quer isso.
  • Abre no idioma do cliente? Em cidade turística, faz diferença.
  • Cobra porcentagem das vendas? Para um cardápio só de leitura, não deveria.

Checklist

  • Cardápio organizado em categorias, com descrição curta e preço em cada item
  • Adicionais com preço
  • Página com endereço fixo, testada no celular com dados móveis
  • QR code gerado a partir do endereço, não de um PDF
  • Link no perfil do WhatsApp Business, numa resposta rápida, na bio do Instagram e no Google
  • QR na porta, nas mesas e no balcão, com “Cardápio com preços” escrito ao lado
  • Teste de leitura com três celulares diferentes
  • Cardápios impressos à disposição, com os mesmos preços do link
  • Regra da sua cidade e do seu estado conferida

Perguntas frequentes

Como fazer cardápio para WhatsApp?

Monte o cardápio numa página na internet, com categorias, descrição e preço, e mande o link dela em vez de foto ou PDF. Ponha o mesmo link no perfil do WhatsApp Business e numa resposta rápida.

Como fazer um QR code para o cardápio?

Gere o QR a partir do endereço da página do cardápio, não de um arquivo. Imprima um teste, leia com celulares diferentes e só depois imprima os adesivos e displays das mesas.

Cardápio com QR code é proibido?

Não. O que leis como a do estado do Rio (Lei 10.032/2023) e a de Santa Catarina (Lei 19.688/2026) proíbem é o cardápio só digital. O QR pode ficar, desde que o impresso esteja à disposição.

Existe lei federal sobre cardápio impresso?

Ainda não. O PL 1.245/2023 foi aprovado pela CCJ da Câmara em agosto de 2026 e ainda tramita. Hoje valem as leis estaduais e municipais.

É melhor PDF ou link no QR code?

Link para uma página do cardápio. O PDF precisa ser refeito e trocado a cada mudança de preço, e é ruim de ler no celular.

Posso usar o catálogo do WhatsApp Business como cardápio?

Pode, para poucos itens e venda pelo chat. Mas é mais um lugar para manter preço e não serve para o QR da mesa. Um link de cardápio serve para os dois.

Um endereço só para o cardápio, usado no WhatsApp, no Instagram e no QR das mesas: no Platevio, cada restaurante tem uma página pública em <nome>.platevio.com, com nome, endereço, telefone e o cardápio com preços e fotos, que abre no idioma de quem lê. Você muda o preço uma vez, e o aplicativo gera o QR em PDF, A4 ou Carta, como cartaz, display de mesa dobrável ou folha de adesivos (6, 12 ou 24 por página). É um cardápio para ler: o cliente não pede nem paga por ele, a página não avisa quando um prato acabou, e ela não substitui o cardápio impresso onde a lei exige. Conheça o cardápio digital do Platevio. Gratuito. Sem cartão, sem plano.

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